Ai Wei wei nos fez entrar no museu descalços

Taícia: vamos escrever Ai Wei Wei hoje a noite? Proposta experimental: on line, você manda uma frase, me inspira e eu respondo com outra frase…e assim vamos. No final temos um texto de frases… Vou mandar a 1a frase, aí quando vc entrar aqui vc escreve a sua e vamo ve o que rola

“Ai Wei Wei nos fez entrar no museu descalços.”

 

Antonio: tiramos o tenis, nos despindo exatamente do que corta nossa ligação com o chão. que era gelado, que fez a gente deslizar como criança e que nos botou, frente a frente, com verdades nuas como agora nossos pés estavam.

 

Taícia: e você é tão foda que eu não posso escrever mais nada depois…. e assim ficamos: eu com o título, o tema e você com a poesia concreta dos pés descalços no museu. tira foto do seu pé que eu tiro do meu, descalços

 

Antonio: combinado! vou cortar a unha antes! rararararara

 

Taícia: hahahaha

 

Antonio: meu pé ja é um horror, com a unha grande seria o desastre! rararararara

 

Taícia: hahaha eu não posso cortar a minha joanete fora. hahaha

 

Antonio: rararararararararara

 

Taícia: Coloquei o selo da exposiçao na joanete pra camuflar hehehhe.. vc posta? beijos

Antonio: rararararararararara. ai, quero o selo mas acho que perdi o meu. AMEI a foto… e posto sim, mas a gente posta só aquele textinho com as fotos? bjbj

Taícia: Sim. E vc acha que depois de voce escrever aquilo a gente precisa de mais alguma palavra? Ja deu uns tabefe em todo mundo e mandou pra exposicao. eu nem consegui pensar depois que te li. Ps: copia o selo do meu e põe no seu :). Beijo

 

E é assim: ela manda e eu obedeço. E quem não for à exposição, tomará uns tabefes. Meus e dela. (e eu fiz meu selo).

 

Ai Weiwei | MIS – Museu da Imagem e do Som

Até 14 de abril de 2013

terça a sexta 12-21, sábado, domingo e feriado 11-20

 

postado por Taícia e Antonio

Você quer que eu te conte tudo sobre ele?

Ia até o SESC. Caminhando. Era sábado de sol, mas as árvores desenhavam uma agradável sombra. O amigo com quem eu iria me encontrar furou. Normalmente isso me irrita, ele sempre fura, mas o dia estava bonito e eu relaxei.Gostei tanto da caminhada que me atrasei também para o show que pretendia ver. No caminho, os varais pendurados de Héctor Zamora me chamaram para o museu do Centro Universitário Maria Antonia da USP. Entrei. Vi, me encantei , fotografei e fui descobrir as outras exposições. Um segurança me acompanhou, precisava ter certeza de que eu não fotografaria as outras obras. Vi a 2ª, a 3ª, na última exposição decidi conversar com ele, minha única companhia no museu. O Sr. Segurança havia me perguntado se eu era artista ou professora. Disse que não, que era apenas uma pessoa. Ele riu. Perguntei se ele gostava de arte. Ele disse que sim, mas que não entendia disso, precisava que alguém lhe explicasse o que via. Eu disse que também não entendia, que via tudo, lia (as vezes) as explicações nas paredes e decidia, como uma criança espontânea, se gostava ou não. Ele me perguntou se eu tinha ido à Bienal. Disse que sim, mas só no 1º andar. Ele me perguntou se eu conhecia o Bispo do Rosário (exposto em um dos andares superiores da Bienal). Eu disse que um pouco. Me perguntou se eu sabia sua história. Disse que só sabia que viveu a vida em um manicômio fazendo sua arte. E ele então me perguntou quase saltitante: “Você quer que eu te conte tudo sobre ele? Tem um tempinho pra ouvir?”. Eu surpresa:”Claro que sim!!” E assim, um sábado de sol, um amigo furão e os varais pendurados de Zamora me levaram a uma das melhores aulas de arte que já tive, e o Sr. Segurança virou Sr. Erasmo, que com os olhinhos brilhantes e passinhos em círculo me passou de forma simples, bonita e empolgante o que um dia outro alguém lhe explicou. Que me fez ver tudo o que eu ainda não tinha visto de Bispo do Rosário. E agora eu, como uma ovelhinha do rebanho de contadores de histórias, me sinto sedenta para passar isso adiante, para apenas umas pessoas, espero de forma tão simples, bonita e empolgante como o Sr. Segurança, que se tornou Sr. Erasmo, me contou um dia.

 

De 29 novembro 2012 a 10 março 2013

terça a sexta, 10 às 21h

sábados, domingos e feriados, 10 às 18h

Centro Universitário Maria Antonia- USP

rua Maria Antonia, 258 e 294- São Paulo

Entrada gratúita

 

Incríveis acasos possíveis: aulas espontâneas com Sr. Erasmo

 

Postado por Taícia

Brincando no ar

Quem não gostaria de andar no ar, de flutuar, de brincar de cair sem se machucar, de usar nossos corpos para moldar tempo e espaço? É nisso tudo e mais um pouco que o artista argentino Tomás Saraceno se baseou para montar sua ‘On Space Time Foam’ ou como o próprio artista a referencia, ‘la lasagna’. Uma mistura de física quantica e arte que propõe três camadas de membranas maleáveis suspensas a 25m do chão, nas quais voltamos a ser criança. Inteligente, intrigante, facinante!

Playing on the air

Who has never wished to walk on the air, to float, to play of falling without getting hurt, to use her/his body to shape time and space? Argentinian artist Tomás Saraceno relied on that wishes and a bit more to build ‘On Space Time Foam’, or, as the artist calls, ‘la lasagna’. A mix of quantic physics and art which proposes three layers of malleable membranes 25-metres above ground, where people feel like back to their childhood. Intelligent, intriguing, fascinating!

  

Até 3 de  Fevereiro 2013
Tomás Saraceno: On Space Time Foam
HangarBicocca
Via Privata Chiese 2, Milan

Postado por Taícia

CONCURSO: CARTAZ 26º PRÊMIO DESIGN MUSEU DA CASA BRASILEIRA

Participação do Concurso de Cartaz para o Prêmio Design

Ano: 2012

 

Postado por: Antonio

exposição Viagem através do desenho

No dia dos professores quem ganha o presente sou eu indo à exposição dos desenhos lindos e delicados de Vinicius Pellegrino. E toda vez que os vejo volto num tempo que sequer vivi, num outro ritmo, numa outra memória. Me remonto aos livros, à história e ao passado para continuar desenhando hoje em dia.

Exposição: Viagem através do desenho

15 outubro a 31 outubro

Palácio 9 de Julho, Assembléia Legislativa, Espaço Cultural Candido Portinati (Mezanio Ibirapuera)

Postado por: Antonio

Lygia e você

Lygia e você

Sabia de Lygia, mas nunca tinha brincado com ela. A arte subjetiva e organica proposta pela artista envolve e faz com que o visitante faça parte da obra. Obras tocáveis, no sentido mais tátil possivel e tocáveis quando falamos de sentimentos. Sentir e interpretar com a pele, os ouvidos, o olhar. Brincamos com os bichos, vestimos máscaras e roupas estranhas, encontramos beleza num saco plástico inflado com o nosso ar e que interage com uma pedra qualquer de um rio qualquer. E isso é Lygia, que se faz perto de você e te convida o tempo todo a fazer arte com ela. Que ve arte em simples coisas que acha alí, no dia a dia de todos.

Lygia and you

I knew about Lygia, but I had never played with her. The subjective and organic art proposed by the artist makes the visitors part of her work. Her work is touchable, in the most tactile sense, while touch us when it comes to feelings. To fell and to interpret using our skin, ears, eyes. We play with ‘bichos’, wear weird masks and clothes. Then we find beauty on a simple plastic bag inflated with our air which interact with some stone from any river. And this is Lygia, who is close to you, who invites you to make art with her. Who sees art on simple things she finds on people’s routine.

             

Diquinha : “Carta de Lygia Clark para Hélio Oiticica” – http://gaarq.blogspot.com.br/2012/08/carta-de-lygia-clark.html

Lygia Clark: uma retrospectiva – observe, interaja, participe da arte

Itau Cultural- Av. Paulista, 149

sábado 1 de setembro, a partir das 16h, a domingo 11 de novembro

terça a sexta 9h às 20h
sábado domingo feriado 11h às 20h

Postado por: Taícia

 

De Shakespeare à ‘paisagem de emoções’

Em seu novo trabalho, Rootless Forest (floresta sem raízes), Beth Derbyshire se inspirou em Shakespeare e nos refugiados afegãos assentados no Reino Unido. Inspirada pela floresta em movimento (moving forest), descrita por Shakespeare em Macabeth, árvores foram plantadas na carcaça de um barco e representam o espaço transicional entre passado e futuro. A artista propicia uma “paisagem de emoções” aonde os visitantes podem ouvir relatos gravados por pessoas e comunidades vindas de áreas de conflito. O movimento poético da’ paisagem de emoções’ seguirá pelos canais de Birminghan e Walsall assim como os refugiados um dia viajaram à busca de um “novo lar”. A floresta sem raíz então, finalmente encontrará sua nova casa. As árvores serão plantadas e desenvolverão suas raízes no solo escolhido celebrando a evolução das comunidades afetadas por conflitos. Simplesmente lindo!
From Shakespeare to the emotional landscape
On her new work, Rootless Forest, Beth Derbyshire was inspired by Shakespeare as well by the afghan communities settled in UK. Inspired by the moving forest, described by Shakespeare in Macabeth, an old boat was planted with trees and represents a transitional space moving between past and future. The artist provides people with an emotional landscape where people experiences, recorded from communities affected by conflicts, can be heard. The poetic movement of the moving rootless landscape will follow the canals of Birminghan and Walsall as well as refugees once traveled looking for a ‘new home country’. The rootless forest will then, finally find a new home. They will be planted and raised permeating their roots in the chosen soil while celebrate the evolving communities affected by conflicts. Simply beautiful!
Onde:
beth derbyshire: the rootless forest
the new art gallery walsall canal basin
september 20th through october 7th
open daily 10am- 5pm
Postado por: Taícia

Exposição: Le Corbusier, América do Sul 1929

Os desenhos de Le Corbusier voltaram para o Brasil. Ele, o arquiteto, veio a São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Montevidéu em 1929 para pensar em cidades. E acho que não somente nessas mas em todas as cidades. Vendo-as de cima pela primeira vez, Corbusier se distanciou da Europa, das pessoas, da terra e de tudo para pensar como ninguém havia pensado antes. E levitou para desenhar enormes poesias a bordo de papel e carvão. Pensava metros acima da gente e vendo-os ao vivo hoje pela primeira vez vejo que continua pensando com uma distância que nunca ninguém alcançará.

 

Vale cada segundo, cada desenho, cada olhar. Mesmo olhando ainda de baixo.

Exposição: Le Corbusier, América do Sul 1929. Centro Universitário Maria Antonia, até 21 de outubro, de terça a sexta das 10 às 21 e sábado e domigo das 10 às 18.

 

Postado por: Antonio

Móvel bexiga, Revestir2011

A Revestir 2011 propôs que os materiais de acabamento saissem de seu lugar comum no evento promovido na Casa Glamurama. E foi assim que o Estúdio Xingu fez um piso voar com balões, luz e linhas delicadas porque quando o chão sai do lugar, tudo muda. E a base subiu para receber novas ideias e pequenas poesias. Porque o que sustenta de verdade a gente é poesia e não chão.

Ano de execução: dez/2010.

parceira com o Estúdio Xingu.

 

Postado por: Antonio

Brilhante e Terrível

Quando vim à Berlin pela primeira vez fui direto ao museu Judaico. Ele estava fechando, mas senti a necessidade urgente de voltar no dia seguinte. Voltei e me impressionei. Uma arquitetura que faz com que você se sinta, como eu nunca pude imaginar, no holocausto, no exilio e repleto de incertezas a respeito da continuidade das nossas vidas. Final de semana passado voltei mais uma vez. Senti tudo de novo, no holocausto, exilada e incerta a respeito da vida. Decidi que iria além e andaria sobre a brilhante e terrível obra de Menashe Kadishman. Shalekhet (Folhas caidas) preenche com 10,000 faces de metal um dos vazios deixados por Daniel Libeskind em memória dos mortos durante o holocausto. Ao caminhar sobre as faces fazemos com que elas ganhem voz. Mas as vozes gritam, choram e ecoam no vazio e nos fazem sentir a cada passo a dor e o drama de cada folha caída. Brilhante e terrivel. Impressionante sentir como arquitetura e arte são capazes de nos posicionar em um mundo que não conhecemos, nos fazendo refletir ao ‘calçar o sapato do outro’.
When I visited Berlin for the first time I went straight to the Jewish Museum. It was closing but I felt the urgent need to return the next day. I went back and was impressed. The architecture made me feel as I counld never imagine, in the Holocaust, in the exile and full of uncertains about the continuity of my life. Last weekend I returned once more. I felt everything again. In the Holocaust, exile and the uncertanties. I decided I would go further and step upon the brilhant and terrible installation by Menashe Kadishman. Shalekhet (Fallen Leaves) occupy with 10,000 metal faces one of the voides left by Daniel Libeskind in memory of the dead during the Holocaust. When walking on the faces they gained voice. But the voices were screaming, crying and echo in the emptiness and made me feel at every step the pain and drama of each fallen leave. Brilhant and terrible. Impressive to feel how architecture and art are able to position us in a world we do not know, making us reflect by ‘wearing the shoes of others’.
Link exposição permanente: Shalekhet – Fallen Leaves

Postado por: Taícia