De Shakespeare à ‘paisagem de emoções’

Em seu novo trabalho, Rootless Forest (floresta sem raízes), Beth Derbyshire se inspirou em Shakespeare e nos refugiados afegãos assentados no Reino Unido. Inspirada pela floresta em movimento (moving forest), descrita por Shakespeare em Macabeth, árvores foram plantadas na carcaça de um barco e representam o espaço transicional entre passado e futuro. A artista propicia uma “paisagem de emoções” aonde os visitantes podem ouvir relatos gravados por pessoas e comunidades vindas de áreas de conflito. O movimento poético da’ paisagem de emoções’ seguirá pelos canais de Birminghan e Walsall assim como os refugiados um dia viajaram à busca de um “novo lar”. A floresta sem raíz então, finalmente encontrará sua nova casa. As árvores serão plantadas e desenvolverão suas raízes no solo escolhido celebrando a evolução das comunidades afetadas por conflitos. Simplesmente lindo!
From Shakespeare to the emotional landscape
On her new work, Rootless Forest, Beth Derbyshire was inspired by Shakespeare as well by the afghan communities settled in UK. Inspired by the moving forest, described by Shakespeare in Macabeth, an old boat was planted with trees and represents a transitional space moving between past and future. The artist provides people with an emotional landscape where people experiences, recorded from communities affected by conflicts, can be heard. The poetic movement of the moving rootless landscape will follow the canals of Birminghan and Walsall as well as refugees once traveled looking for a ‘new home country’. The rootless forest will then, finally find a new home. They will be planted and raised permeating their roots in the chosen soil while celebrate the evolving communities affected by conflicts. Simply beautiful!
Onde:
beth derbyshire: the rootless forest
the new art gallery walsall canal basin
september 20th through october 7th
open daily 10am- 5pm
Postado por: Taícia

inspiração do dia

 

Postado por: Antonio

Brilhante e Terrível

Quando vim à Berlin pela primeira vez fui direto ao museu Judaico. Ele estava fechando, mas senti a necessidade urgente de voltar no dia seguinte. Voltei e me impressionei. Uma arquitetura que faz com que você se sinta, como eu nunca pude imaginar, no holocausto, no exilio e repleto de incertezas a respeito da continuidade das nossas vidas. Final de semana passado voltei mais uma vez. Senti tudo de novo, no holocausto, exilada e incerta a respeito da vida. Decidi que iria além e andaria sobre a brilhante e terrível obra de Menashe Kadishman. Shalekhet (Folhas caidas) preenche com 10,000 faces de metal um dos vazios deixados por Daniel Libeskind em memória dos mortos durante o holocausto. Ao caminhar sobre as faces fazemos com que elas ganhem voz. Mas as vozes gritam, choram e ecoam no vazio e nos fazem sentir a cada passo a dor e o drama de cada folha caída. Brilhante e terrivel. Impressionante sentir como arquitetura e arte são capazes de nos posicionar em um mundo que não conhecemos, nos fazendo refletir ao ‘calçar o sapato do outro’.
When I visited Berlin for the first time I went straight to the Jewish Museum. It was closing but I felt the urgent need to return the next day. I went back and was impressed. The architecture made me feel as I counld never imagine, in the Holocaust, in the exile and full of uncertains about the continuity of my life. Last weekend I returned once more. I felt everything again. In the Holocaust, exile and the uncertanties. I decided I would go further and step upon the brilhant and terrible installation by Menashe Kadishman. Shalekhet (Fallen Leaves) occupy with 10,000 metal faces one of the voides left by Daniel Libeskind in memory of the dead during the Holocaust. When walking on the faces they gained voice. But the voices were screaming, crying and echo in the emptiness and made me feel at every step the pain and drama of each fallen leave. Brilhant and terrible. Impressive to feel how architecture and art are able to position us in a world we do not know, making us reflect by ‘wearing the shoes of others’.
Link exposição permanente: Shalekhet – Fallen Leaves

Postado por: Taícia

One SQM House

Um metro quadrado. Uma ideia. Um milhão de possibilidades.

Postado por: Antonio

inspiração do dia

Postado por: Antonio

desenhando a cidade

Eu, viciado em desenhos que enchem meus olhos, tiram meu ar e coçam minha mão, adorei a dica do Christian sobre o blog do português Claudio Patane que captura paisagens de forma sensível, pessoal, corajosa e precisa. Como todo desenho bom deve ser.

 

 

Postado por: Antonio

 

Desenho: céu e linhas

Desenho em papel manteiga, lápis aquarelado e caneta preta.

Postado por: Antonio

Festa: Festa de Abertura do Fashion Rio, com Estúdio Xingu

Em parceria com talentoso e amigo Estúdio Xingu, o projeto para ambientação da festa de abertura do Fashion Rio – Tropicália fez guardas chuvas choverem delicadamente dos galpões da Marina da Gloria construindo um poema cheio de formas, texturas, cores letras e tamanhos. Porque recriar a construção de batmacumba é para poucos.

 

batmacumbaieiê batmacumbaobá

batmacumbaieiê batmacumbao

batmacumbaieiê batmacumba

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batmacumbaieiê batman

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Ano de execução: 2011.

 

Postado por: Antonio

Alfredo Jaar – The way it is. An Aesthetics of Resistance

Sou uma pessoa absolutamente visual e surda (surda não de verdade, mas sou). Nunca achei que a ausência de imagens e a presença de palavras pudessem falar tão alto aos meus olhos sempre abertos e ouvidos surdos.
Isso é o que Alfredo Jaar faz em ‘The way it is. An Aesthetics of Resistance’.
I am totally visual and deaf (not really deaf, but I am). I have never imagined the absence of images and presence of words would be able to talk so loud to my, always, open eyes and deaf ears. This is exactly what Alfredo Jaar does in’The way it is. An Aesthetics of Resistance’.
Exposição cooperativa que acontecerá nesses três locais em Berlin.
NGBK: 15 June – 19 August 2012
Berlinische Galerie: 15 Juni – 17 September 2012
Alte Nationalgalerie: 15 Juni – 16 September 2012
Postado por: Taícia
Taícia Marques é arquiteta, urbanista e paisagista e atualmente mora, trabalha e se diverte em Berlin.

Eduardo Srur – TEDx Av Nações Unidas

Que mora em São Paulo talvez já tenha se deparado com muitas obras do artista Eduardo Srur, suas intervenções urbanas nos fazem olhar de outra maneira para a cidade e seus problemas.

 

 

Postado por: Tatiana